Rodrigo Fagundes

Rodrigo Fagundes

“Há 2 coisas que não temo nessa vida: trabalho e estudo” – Eu

Com toda minha trajetória sediada em Salvador, cidade onde nasci e insisto em permanecer, tive a felicidade de me envolver em atividades que não se resumiram à área de TI, o que me permite espelhar e discutir de forma mais aberta sobre temas periféricos na comunidade.

Por formação, fui graduado em Ciência da Computação na Universidade Federal da Bahia em 2003, onde logo em seguida cursei mestrado em em Ciência da Informação (Linha de Pesquisa: Informação e Contextos Sócio-Econômicos), obtendo o título em 2006.

Durante a graduação, comecei a trabalhar como escriturário no Banco do Brasil. Passei por diversas áreas (atendimento, back-office, caixa, controle interno) até começar a aproveitar oportunidades que me aproximavam lentamente de minha área de formação, como serviço de consultoria a EDI (intercâmbio eletrônico de dados), auxiliando a integração de sistemas ERP com o banco, e participação na logística de migração para rede multi-serviços, especialmente distribuição de terminais na região metropolitana de Salvador. Nessa segunda fase pude aprender muito sobre gestão observando pessoas atuarem em uma área na qual o tema é altamente maduro e participando com proposições de métodos avaliativos para análise ponderada de desempenho de carteiras. À época, sugeri a adoção de Análise Envoltória de Dados, apliquei na agência onde trabalhava (médias e grandes empresas) e, com o sucesso, obtive interesse da superintendência para ampliação do uso. Infelizmente não pude ver o resultado, pois pouco tempo após a demonstração, fui aprovado na Embasa para atuar como Analista de Sistemas.

Na Embasa, fui imediatamente alocado para supervisionar a execução de projetos terceirizados da Assessoria da Presidência – principalmente BSC e DW de indicadores. A experiência obtida no BB me ajudou muito a manter um diálogo fluido dentro da empresa, compreendendo e trocando ideias sobre indicadores de desempenho e sua apresentação. Por outro lado, tinha dificuldade (principalmente por falta de formalismo dos projetos) em exigir a corretude dos produtos finais. Isso me colocava em intenso conflito por entender a dificuldade de ambos os lados e em muitos momentos não poder identificar a causa – era uma situação esquisita na qual todos são culpados e, ao mesmo tempo, ninguém. Esse incômodo, somado à vontade de alçar vôos maiores, me fizeram seguir em frente na minha carreira mais longa – a de concurseiro (rs). Mas não sem antes deixar uma proposta de processo de desenvolvimento – elaborada em conjunto com Alexandre Lima e outros – para reduzir os problemas identificados no decorrer da minha passagem.

Assim, com apenas 8 meses de empresa, fui aprovado no SERPRO. Ainda concursando um mestrado em ciência social aplicada e estando à parte de programação por um tempo considerável – embora, como sempre, tenha declarado ser “pau para toda obra” -, fui alocado basicamente para fazer Engenharia de Requisitos (embora tenha me envolvido em todo o ciclo de desenvolvimento). Foi uma etapa de resgate, na qual pude me readaptar às atividades mais técnicas de minha formação – e aqui deixo meus agradecimentos aos que me ajudaram nesse retorno, especialmente a Marlon Carvalho, Estêvão Monteiro e Fábio Santos -, mas não perdendo de vista o aprendizado das experiências anteriores na área administrativa. Meio rebelde, sempre “meti o bedelho” e dei minha opinião sobre o que percebia como errado tanto na própria Engenharia de Requisitos, como nas práticas de gestão na organização e nas aspectos de cultura e aprendizado organizacional. Nos pouco menos de 3 anos, fui prolífico em estudos, recomendações, críticas – além do trabalho corriqueiro -, sem, no entanto, perceber mudanças positivas.

No lado pessoal, o SERPRO foi muito generoso, pois me permitiu conhecer minha amada esposa, que lá ingressou 1 ano após minha chegada.

No final de 2008, fui nomeado para o MPU. Confesso que fiquei dividido, com medo do preconceito comum acerca do serviço público. Fiz muitas contas – que não ajudaram muito -, visitei a unidade de Salvador e, ao final, “fechei os olhos e saltei”. Ainda gostava do SERPRO… A TI era área-fim e permitia desenvolver um certo grau de especialização. Claro que havia uma certa frustração em não conseguir emplacar adjacentes possíveis do que era administrativamente mais adequado, mas eu sabia que essa batalha não deixaria de existir caso eu resolvesse sair – é um problema culturalmente enraizado.

Desde então, tenho continuado o caminho de aprendizado. Com uma equipe reduzida, cada um deve tornar-se especialista-generalista. Como isso nõa é possível, pelo menos tenho sido submetido à obrigação de conhecer diversos assuntos em curto espaço de tempo. E agora começo, novamente, a realizar um pivot no meu “negócio”… Do desenvolvimento, volto a questões administrativas, me envolvendo com governança de TI, tendo já elaborado e conquistado: um processo de desenvolvimento com bases ágeis, um Planejamento Estratégico de TI, um Plano Diretor de TI, a definição de uma arquitetura padrão baseada em serviços e uma proposta de reestruturação do setor de TI (reconhecimento informal).

Essas iniciativas me permitiram participar do Comitê de Governança Corporativa de TI do MPT e, recentemente, me fizeram finalmente interessar por certificações. Em 2014, já tenho em vista CGEIT (Isaca), mas está “na fila” também CRISC (Isaca), PMP (PMI) e ACP (PMI).

Interesses: Governança de TI, Qualidade de Software, Gestão de Pessoas, Gestão por Competências, Gestão de Projetos, Gestão Interprojetos, Análise de Processos, Análise Envoltória de Dados, Teoria da Decisão, Teoria da Comunicação, Pedagogia da Autonomia, Educação Corporativa, Redes Sociais, Filosofia Pós-Crítica, Teorias Educacionais… (curioso por natureza).

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