Abrindo discussão sobre regulamentação das profissões de TI

Eu acho muito saudável haver uma discussão se deve haver regulamentação nas profissões de TI. Porém, devemos atentar para o rumo que damos a esse tipo de discussão. Normalmente ela orbita o egoísmo ou uma visão recortada da realidade que cerca o tema. Mais correto, me parece, é analisar o contexto em que a TI se encontra para depois finalmente pensar se devemos ou não defender a regulamentação.

Com esse intuito começo aqui uma série de posts com minha visão sobre tudo aquilo que cerca a regulamentação – desde o modelo de educação ao comportamento dos profissionais da área. Conto com a ajuda dos leitores para elevar os conflitos a uma síntese. Mesmo tendo uma ideia bem formada, acho importante a disposição a ouvir opiniões e mudar conceitos.

Regulamentação não se resume a Reserva de Mercado

Uma coisa que precisa ficar muito clara desde o princípio é a natureza da regulamentação. A maioria das pessoas castra a discussão resumindo-a a uma questão de reserva de mercado. Ao meu ver isso é absurdo! Se a intenção for (ou fosse) unicamente a implantação dessa reserva, defendo (ou defenderia) a não-regulamentação. Mas o ponto crucial dessa castração é a defesa do interesse individual sobre o coletivo. Generalizando: quem é formado prefere a reserva e quem não é a ataca – e ambos tem argumentos válidos, mas parciais.

Então vamos combinar abandonar o egoísmo e evitar entrar no tema “reserva de mercado” para que a discussão possa ser produtiva.

Em breve voltarei com a primeira discussão.

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